Eu não sei quem sou. Continuo a não saber e acho que nunca saberei. Ás vezes gostava de ter o meu corpo todo tatuado para que a cada vez que olhasse para cada tatuagem, ela conteria uma história com uma lição de vida. Talvez assim fosse mais fácil... Também não sou crente de uma religião. Também não sou nacionalista ou patriota, aliás acho-me filho do mundo. A família é algo importante, que nos ensina a andar e a falar, mas não nos ensina a lidar com este novo mundo. O amor já confere algum sentido e sensação de quem sou. Falo do amor conjugal.
Lia num livro que o pensamento humano se divide em 3 partes. A primeira deve-se á genética, a qual não temos controlo nenhum. A segunda deve-se á influência sociocultural, a qual temos algum controlo. A terceira deve-se á capacidade de nos autoprogramar, a qual temos total controlo. (chamemos a esta autoprogramação a liberdade de pensamento ou capacidade de trabalhar o nosso interior). O amor toca profundamente nestas 3 partes. Nesta última faz o homem tocar nos céus. Na segunda faz o homem casar-se. Na primeira faz o amor secar.
E podemos arranjar mil estragégias para contornar a primeira, mas lembrem-se, somos mais emotivos que racionais. Sim, porque Charlles Darwin (e outro gajo a quem ele bebeu ideias) escreveu um livro chamado "A origem das espécies" o qual consegue descrever como os animais se comportam, nomeadamente a nível sexual. E nós humanos, animais que somos, não fugimos á regra.
SOMOS ANIMAIS
e arranjamos mil racionalizações (desculpas) para justificar os nossos comportamentos.
Eu que o diga...
Enfim, somos todos humanamente animais.
Sou animal, sou humano, e continuo sem saber quem sou.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
Presente
É natal. Este é o meu presente para vocês.

Passa o tempo. Destruímos o velho para dar lugar ao novo. É assim a natureza e é assim a existência humana. Nasçemos, vivemos, amamos e morremos. Pelo meio criamos e recriamos. Será karma? Será destino? A vida é uma longa caminhada, que se faz caminhando, e cada dia é um passo. Dentro das minhas ansiedades gostaria de dar passos grandes, mas sou pequeno (como todos nós, humanos). É preciso coragem. Trabalho (muito!!! ai sou preguiçoso). Gostaria de ficar toda a vida a contemplar a breviedade da vida mas, e usando um termo tão típicamente existencialista, trágicamente sou impelido a caminhar para a frente. E o futuro não passa de um mistério a que o meu "complikómetro" não deixa de desligar. Mas o futuro só se constrói trabalhando no presente. Sei que é complicado fluir nos dias de hoje. Gostava eu de fluir como fluía com 16 anos... mas hoje em dia fluímos de outra forma. A poluíção da cidade é que não nos deixa ver o quanto somos abençoados. Pensamento positivo em tudo. Aceitem a tristeza. Deixem-se fluir também com a tristeza. Ela faz parte do viver. Do sentir e do saber. Não façam da tristeza um estilo de vida. Façam-no sim um ensinamento. É preciso o Outono e o Inverno para que a Primavera possa vir. São os ciclos tão bem descritos pelos sábios da humanidade. Meu interior continua o mesmo. Perdido na babilónia de homens. Quanto mais sei, sei que nada sei, e mais palavras saberei para depois descubrir que em última análise nada sei. As palavras são mais, e as relaçoes humanas também são mais (mas iguais, só o ponto histórico da nossa vida é que vai mudando). A existência de cada um dificilmente muda, pois necessita de aquilo a que chamamos humildade, e assim pode ser que talvez um dia o mundo também mude.
Vou é cada vez trabalhar mais a forma como eu me vejo a mim e tudo o que me é externo.
Só assim é que a minha existência pode mudar.
E consequentemente a forma como lido com o mundo.
E só assim poderei mudar uma gotinha do que me rodeia.
"Tudo isto são coisas, coisas que nós podemos amar. Mas não posso amar palavras. É por isso que não aprecio as doutrinas, não têm dureza ou moleza, não têm cores, não têm arestas, não têm cheiro, não têm gosto, nada têm senão palavras. Talvez seja isto que impede de encontrares a paz, talvez sejam as palavras em excesso. Porque também libertação e virtude, também Samsara e Nirvana são meras palavras. Nada existe que seja o Nirvana; apenas a palavra Nirvana." Hermann Hesse in Siddhartha
A ouvir: Miniman - En marche pour sion
Sejam felizes
Sejam livres
Não se fechem em certezas. Abram-se em dúvidas.

Passa o tempo. Destruímos o velho para dar lugar ao novo. É assim a natureza e é assim a existência humana. Nasçemos, vivemos, amamos e morremos. Pelo meio criamos e recriamos. Será karma? Será destino? A vida é uma longa caminhada, que se faz caminhando, e cada dia é um passo. Dentro das minhas ansiedades gostaria de dar passos grandes, mas sou pequeno (como todos nós, humanos). É preciso coragem. Trabalho (muito!!! ai sou preguiçoso). Gostaria de ficar toda a vida a contemplar a breviedade da vida mas, e usando um termo tão típicamente existencialista, trágicamente sou impelido a caminhar para a frente. E o futuro não passa de um mistério a que o meu "complikómetro" não deixa de desligar. Mas o futuro só se constrói trabalhando no presente. Sei que é complicado fluir nos dias de hoje. Gostava eu de fluir como fluía com 16 anos... mas hoje em dia fluímos de outra forma. A poluíção da cidade é que não nos deixa ver o quanto somos abençoados. Pensamento positivo em tudo. Aceitem a tristeza. Deixem-se fluir também com a tristeza. Ela faz parte do viver. Do sentir e do saber. Não façam da tristeza um estilo de vida. Façam-no sim um ensinamento. É preciso o Outono e o Inverno para que a Primavera possa vir. São os ciclos tão bem descritos pelos sábios da humanidade. Meu interior continua o mesmo. Perdido na babilónia de homens. Quanto mais sei, sei que nada sei, e mais palavras saberei para depois descubrir que em última análise nada sei. As palavras são mais, e as relaçoes humanas também são mais (mas iguais, só o ponto histórico da nossa vida é que vai mudando). A existência de cada um dificilmente muda, pois necessita de aquilo a que chamamos humildade, e assim pode ser que talvez um dia o mundo também mude.
Vou é cada vez trabalhar mais a forma como eu me vejo a mim e tudo o que me é externo.
Só assim é que a minha existência pode mudar.
E consequentemente a forma como lido com o mundo.
E só assim poderei mudar uma gotinha do que me rodeia.
"Tudo isto são coisas, coisas que nós podemos amar. Mas não posso amar palavras. É por isso que não aprecio as doutrinas, não têm dureza ou moleza, não têm cores, não têm arestas, não têm cheiro, não têm gosto, nada têm senão palavras. Talvez seja isto que impede de encontrares a paz, talvez sejam as palavras em excesso. Porque também libertação e virtude, também Samsara e Nirvana são meras palavras. Nada existe que seja o Nirvana; apenas a palavra Nirvana." Hermann Hesse in Siddhartha
A ouvir: Miniman - En marche pour sion
Sejam felizes
Sejam livres
Não se fechem em certezas. Abram-se em dúvidas.
Etiquetas:
aerosoul presente existencialismo amor vida
Subscrever:
Mensagens (Atom)
