Eu não sei quem sou. Continuo a não saber e acho que nunca saberei. Ás vezes gostava de ter o meu corpo todo tatuado para que a cada vez que olhasse para cada tatuagem, ela conteria uma história com uma lição de vida. Talvez assim fosse mais fácil... Também não sou crente de uma religião. Também não sou nacionalista ou patriota, aliás acho-me filho do mundo. A família é algo importante, que nos ensina a andar e a falar, mas não nos ensina a lidar com este novo mundo. O amor já confere algum sentido e sensação de quem sou. Falo do amor conjugal.
Lia num livro que o pensamento humano se divide em 3 partes. A primeira deve-se á genética, a qual não temos controlo nenhum. A segunda deve-se á influência sociocultural, a qual temos algum controlo. A terceira deve-se á capacidade de nos autoprogramar, a qual temos total controlo. (chamemos a esta autoprogramação a liberdade de pensamento ou capacidade de trabalhar o nosso interior). O amor toca profundamente nestas 3 partes. Nesta última faz o homem tocar nos céus. Na segunda faz o homem casar-se. Na primeira faz o amor secar.
E podemos arranjar mil estragégias para contornar a primeira, mas lembrem-se, somos mais emotivos que racionais. Sim, porque Charlles Darwin (e outro gajo a quem ele bebeu ideias) escreveu um livro chamado "A origem das espécies" o qual consegue descrever como os animais se comportam, nomeadamente a nível sexual. E nós humanos, animais que somos, não fugimos á regra.
SOMOS ANIMAIS
e arranjamos mil racionalizações (desculpas) para justificar os nossos comportamentos.
Eu que o diga...
Enfim, somos todos humanamente animais.
Sou animal, sou humano, e continuo sem saber quem sou.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
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